USO DO LED AZUL NO TRATAMENTO DA PSORÍASE

 

 

 

Paula Cristina B . Paiva

Ana Gabriela N. Lira

 

De acordo Camisa (2003), a Psoríase é uma doença cutânea crônica que se caracteriza por eritema, escamas prateadas e forte prurido nas zonas afetadas, especialmente cotovelos, joelhos, couro cabeludo, palma das mãos e planta dos pés.

 

Trata-se de uma dermatose de causas multifatoriais, implicando inclusive os mecanismos patogênicos hereditários, emocionais e ambientais.

 

A Psoríase pode manifestar-se de várias maneiras e graus.

 

Segundo Minhós e Rodrigues (2004), pode ocorrer sob a forma de lesões mínimas até uma forma mais severa, chamada de Psoríase Eritrodérmica, onde a pele de todo corpo pode ficar comprometida.

 

Os graus de severidade da Psoríase são divididos em leve, moderada e grave, sendo um dos mais graves a chamada Psoríase Inversa, onde as lesões são planas e inflamadas, atingindo grandes áreas.

 

Para Almeida (2011), a Psoríase aparece porque as células da pele, que estão constantemente a ser destruídas à superfície e a multiplicar-se nas camadas mais inferiores, aumentam a sua velocidade de proliferação celular, por isso descamam mais rapidamente do que na pele normal.

 

Além disso, também há presença de inflamação.

 

O tratamento da psoríase vai depender do quadro clínico apresentado, pode variar desde a simples aplicação de medicação tópica até tratamentos mais complexos.

 

A resposta ao tratamento também varia muito de cliente para cliente e o componente emocional não deve ser menosprezado.

 

Uma vida saudável, evitando-se o stress vai colaborar para a melhora.

 

Ainda não foi encontrada uma cura para a psoríase, contudo, existem atualmente tratamentos que permitem um eficaz controle dos sinais e sintomas, levando a uma melhora significativa da qualidade de vida dos portadores da psoríase, no entanto a adesão à terapêutica é vista como um dos maiores desafios no tratamento desta patologia.

 

Esse estudo se baseará na Psoríase e seu tratamento com uso do LED azul.

 

psoriase

 

De acordo com Santoni (2007), nos casos da Psoríase, o tratamento com dispositivo do LED azul pode apresentar como vantagens, a maior intensidade de luz na região do aspecto eletromagnético de interesse terapêutico, equipamento compacto, custo acessível e possibilidade de irradiação de áreas maiores.

 

Grandes avanços terapêuticos estão sendo obtidos no tratamento da psoríase através da fototerapia de baixa intensidade, principalmente em decorrência do efeito anti-inflamatório que esta modalidade terapêutica confere.

 

Contudo os estudos direcionados para o tratamento da psoríase com fototerapia de baixa intensidade ainda são muito escassos.

 

A LEDterapia, aplicação do dispositivo de estado sólido para interagir junto à saúde, está ganhando força e avança a cada dia em várias áreas, entre elas, na engenharia biomédica, na odontologia, na fisioterapia e na estética.

 

A engenharia biomédica tem apresentado grandes avanços em suas pesquisas sobre a aplicação de LEDs no tratamento de lesões pré-malignas e malignas, no tratamento do rejuvenescimento e da acne, da queda de cabelos, nas lesões de pele, na cicatrização de feridas, nas incisões pós-operatórias e na recuperação psicológica do paciente, onde as luzes são aplicadas no ambiente e em outras frentes da medicina (BAGNATO, 2007).

 

A maioria das aplicações com dispositivos LEDs requer de 15 a 30 minutos, uma ou duas vezes ao dia para ajudar o tecido que está por baixo da pele, este tempo e número de aplicações vai variar em função da aplicabilidade e de penetração da luz no tecido.

 

A pele negra exige mais tempo, podendo gerar mais calor na pele.

 

Segundo Heelspurs (2007), 4 Joules de energia (J) aplicada a cada 1cm2 de área, por dia, é a melhor dosagem de auxílio à cura, mas isto é para células lesadas que são diretamente expostas à luz. Tanto que 300J/cm2 pode ser necessário para chegar às células lesadas que estão a uma polegada abaixo da pele.

 

A luz pode chegar ao tecido lesado que está por baixo da pele, ela deve passar pela pele e por outros tecidos, porém sofrerá uma redução de sua intensidade luminosa.

 

Isso equivale aproximadamente a um tempo de aplicação de quase 15 minutos para se obter 4J/cm2 abaixo da pele, quando 50 mW/cm2 é aplicado na superfície da pele.

 

A concentração luminosa oriunda do bulbo do LED pode concentrar a luz a um determinado ponto luminoso que pode ter uma razão elevada em milicandelas, mas ao passar através da pele sofre uma dispersão da sua concentração luminosa. O controle da taxa luminosa é importante, tanto o total da energia de luz emitida pelo LED em Watts ou a energia por centímetro quadrado, em unidades de mW/cm2 .(PINTO et al. 2008).

 

Espero que gostem!!

Forte abraço.

Profª. Paula Paiva

 

 

Referências:

  • ALMEIDA I.M.M, Dissertação de Mestrado Integrado em Medicina: Psoríase e Factores de Risco Cardiovascular, Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar da Universidade do Porto, 2011.
  • BAGNATO, V. S. A revolução dos LEDs. Pesquisa FAPESP, v. 139, p. 69-73, 2007.
  • BAGNATO, V. S; CORAZZA, A. V.; CORAZZA, L.F.G.; JORGE, J. Fotobioestimulação comparativa do LASER e LEDs de baixa intensidade na angiogênese de feridas cutâneas de ratos. In: X Congresso Brasileiro de Física Médica, 2005, Salvador, 2005.
  • BIANCA, M. M. R., CARVALHO, M.; MOREIRA, M. E. L.; LOPES, J. M. A. Avaliação da eficácia clínica de uma nova modalidade de fototerapia utilizando diodos emissores de luz. Jornal de Pediatria, Scielo. Sociedade Brasileira de Pediatria, Porto Alegre-RS, 2007.
  • CAMISA C., Manual de Psoríase- Diagnóstico e Tratamento, 1ª ed, Revinter Ltda, 2006.
  • CARNEIRO S.C.S., Tese Psoríase: mecanismos de patologia e implicações terapêuticas, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, 2007.
  • ELDER, D. et al. Histopatologia da Pele de Lever. Manual e Atlas. São Paulo: Manole, 2001
  • FERREIRA, I; CANEVESE, S; FERREIRA, J; MORIYAMA, L T; BAGNATO, V. S; CORREA, T P; ROCHA, N S; CARVALHO, Y K. Tratamento de carcinoma de células escamosas em gatos por terapia fotodinâmica (TFD) utilizando dispositivo a base de LEDs (diodos emissores de luz). In: XIII Encontro Nacional da Associação Brasil-Japão de Pesquisadores, 2005, Botucatu. SBPN Scientific Journal, 2005. v. 9. p. 39.

 

 

 

Paula Paiva

Sobre Paula Paiva

Graduada em Fisioterapia pelo Centro Universitário de João Pessoa (2002) | Proprietária da CLINIFISIO | Doutouranda em Saúde Pública pela UCES | Especialista em Ciências Políticas da Educação pela Lusófona | Especialista em Dermato Funcional, Gerontologia e Terapia Manual | Professora de pós graduação da Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba,Universidade Gama Filho, Estácio de Sá ,FIP e IAPS | Docente do Instituto de Educação Superior da Paraíba.