Por Que Usar Terapias Manuais No Pós-Operatório De Cirurgias Plásticas?

 

 

A cirurgia plástica vem ganhando cada vez mais espaço tanto no Brasil quanto em outros países. Em paralelo, os tratamentos de pós-operatório destes procedimentos avançam em estudos e pesquisa, em função do aumento da demanda de pacientes que necessitam de atendimento. Apesar disso, muitas linhas terapêuticas e estéticas divergem em relação às condutas ideais de tratamento.

 

Sabe-se que, ao lesionar os tecidos em um procedimento cirúrgico, ocorre o início de um processo de cicatrização que transcorre idealmente como em qualquer estrutura do corpo humano. Inicialmente observa-se que a área submetida à cirurgia apresenta dor/desconforto e edema extremamente pronunciado. Para manejar este quadro é quase uma unanimidade de profissionais na área em indicar a drenagem linfática manual (DLM), visto que a mesma atua em aliviar o quadro doloroso através do estímulo tátil de toques/manobras, além de estimular a absorção do edema pelos vasos linfáticos. Apesar disso, a DLM é pouco efetiva em manipular o tecido cicatricial excessivo que é formado ao lesionar o sistema tegumentar e subcutâneo.

 

Terapia Manual No Pós Operatório.

 

A utilização de terapias manuais auxiliares é de extrema necessidade para manejo do tecido cicatricial que, clinicamente, se apresenta como fibroses e aderências. Aqui, ressalto o uso da Liberação Tecidual Funcional®, desenvolvida através do conceito de forças mecânicas necessárias para uma adequada reorganização do tecido cicatricial. O uso desta terapia manual é indicado desde os primeiros dias até que não haja palpação de fibrose e/ou aderência, garantindo um resultado estético e funcional adequado.

 

Apesar de haver diversas referências em livros, artigos científicos e manuais de equipamentos para uso de recursos eletrotermofototerapêuticos como ultrassom, radiofrequência, vacuoterapia, carboxiterapia, entre outros, sabe-se que todos estes, de forma geral, induzem produção fibroblástica/fibras colágenas. Ao aumentar a produção destas em um tecido que é extremamente responsivo, pode haver um excesso de tecido cicatricial, gerando mais aderência e/ou fibrose.

 

Portanto, nas perspectivas atuais de tratamento em pós-operatório de tecidos tegumentares e subcutâneos, sem dúvida a melhor linha terapêutica é a terapia manual, sem o uso dos recursos eletrotermofototerapêuticos citados anteriormente.

 

 

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Tatiana Carrer

Sobre Tatiana Carrer

Fisioterapeuta (CREFITO5-134.403-F) | Especialista em Fisioterapia Dermatofuncional pela Universidade Gama Filho (UGF) | Membro da Associação Brasileira de Fisioterapia Dermatofuncional (ABRAFIDEF) | Professora e ministrante de cursos na área | Atuante em pré e pós-operatórios de cirurgias plásticas estéticas e reparadoras | Autora do Blog Pós Plástica (www.posplastica.com).