Hiperpigmentação pós-inflamatória

 

 

 

É grande a procura em consultórios por tratamentos clareadores nessa época do ano, onde muitos estão voltando das férias na praia e em consequência as peles estão pigmentadas e agredidas.

 

Vários procedimentos estéticos, mesmo tendo por objetivo melhorar, tratar ou rejuvenescer, tem a capacidade de gerar uma agressão nas primeiras camadas da pele, sensibilizando o tecido e provocando uma resposta inflamatória local.

 

Esta inflamação pode alterar a atividade dos melanócitos, aumentando a produção de melanina e gerando uma hiperpigmentação pós-inflamatória.

 

A hiperpigmentação significa um aumento da coloração da pele, que assume uma pigmentação mais escura que a cor da pele, sendo uma das lesões mais frequentes em peles mais escuras, gerando grande desconforto e sendo responsável por uma das queixas mais comuns.

 

O excesso de pigmentação pode estar localizado tanto numa camada mais superficial, como também numa camada mais profunda da pele, ou mista.

 

Quanto mais superficial a lesão e mais precocemente se iniciar o tratamento, os resultados serão mais expressivos.

 

Em alguns casos a hiperpigmentação da pele pode evoluir para recuperação da tonalidade da pele espontaneamente no período de 3 a 6 meses.

 

Ideal é tomar alguns cuidados como: evitar expor ao sol as áreas com alteração de coloração e usar sempre o filtro solar.

 

A característica principal se dá pelo surgimento de manchas escuras ou acastanhadas, onde originalmente ocorreu alguma inflamação da pele. A coloração varia de marrom claro a negro.

 

O tratamento mais comum é feito com a aplicação de substâncias despigmentantes, usadas na pele sob a forma de cremes, géis ou loções.

 

Pode associar aos despigmentantes alguns tipos de ácidos e corticosteróides, que, geralmente, aumentam a eficácia.

 

Peelings superficiais podem acelerar o processo, facilitando a penetração dos despigmentantes e ajudando a remover o pigmento das camadas superiores da pele.

 

A combinação de tratamentos tópicos, peelings e uso de proteção solar, tende a obter os melhores resultados.

 

A melhora pode ser dificultosa quando o pigmento se localiza mais profundamente na derme, necessitando de persistência para se obter um bom resultado.

 

 

 

Giselda Sarti

Sobre Giselda Sarti

Graduada Fisioterapeuta pela Moacyr Sreder Bastos 2005, Pós-graduada pela Estácio de Sá em Dermato-Funcional, Especialista em Fisioterapia Neurológica Adulta pela AVM, casada, mãe de duas princesas, faz parte do quadro de especialista em Fisioterapia Dermato-Funcional do Instituto Vitaforma Águas Claras cuidando tanto facial quanto corporal.