Estratégias para Minimizar Intercorrências e Complicações dos Lasers para Remoção de Pelos

 

 

A epilação a laser é um dos tratamentos mais procurados por homens e mulheres durante todo o ano.

 

Quando realizados de forma correta, os diversos tipos de lasers para epilação possuem baixa taxa de complicações.

 

Entre as mais comuns estão as hipopigmentações e hiperpigmentações, sendo em geral efeitos adversos transitórios do tratamento.

 

As complicações de longa duração são infrequentes.

 

Antes de iniciar um tratamento com lasers, o fisioterapeuta deve ter em mente as possíveis complicações e uma estratégia para minimizar os riscos.

 

Alguns efeitos colaterais ocorrem de forma aguda em quase todos os pacientes durante e após o laser, são eles: dor, edema e eritema (vermelhidão).

 

Essas reações agudas não são consideradas como complicações e se resolvem normalmente em algumas horas após o procedimento.

 

A dor durante o uso do laser pode limitar a adesão ao tratamento, sobretudo em pacientes com pelo escuro e grosso.

 

Para que a dor seja minimizada, estratégias como a utilização de dispositivos de resfriamento visam reduzir o dano térmico à epiderme.

 

Alguns tipos de laser já possuem uma ponteira resfriada, não excluindo o uso de outras estratégias como a refrigeração passiva com gel aquoso, spray criogênico, bolsas de gelo ou jatos de ar refrigerado.

 

Anestésicos tópicos também podem ser utilizados para minimizar a dor associada à epilação a laser. Existem diversas marcas no mercado com essa finalidade, porém para que seja eficaz, é necessário que seja aplicado 60 minutos antes do procedimento.

 

Hiperpigmentação Pós-laser:

 

A hiperpigmentação caracteriza-se por manchas escurecidas que se manifestam normalmente nas semanas subsequentes a aplicação do laser. Esta complicação é mais comum em tipos de pele mais escuros e em locais expostos a luz solar.

 

A sua ocorrência está associada a exposição solar e/ou lesão excessiva devido a seleção de parâmetros inadequados para o fototipo cutâneo. A proteção solar intensa e adequada após o laser pode diminuir o desenvolvimento desta complicação.

 

Grande parte das lesões hiperpigmentadas evolui para melhora espontânea em algumas semanas, podendo ser tratadas também com clareadores e peelings químicos.

 

O uso de outros tipos de laser para tratar a hiperpigmentação é questionável por causar risco de agravamento paradoxal.

 

Hipopigmentação Pós-laser:

 

A hipopigmentação pós-laser (manchas mais claras que a pele) ocorre de forma mais tardia, muitas vezes sendo percebida após várias sessões ou precedida por hiperpigmentação.

 

Acredita-se que esta complicação possa estar associada a supressão da melanogênese ou destruição dos melanócitos nas áreas atingidas.

 

Acredita-se também que a hipopigmentação pós-laser possa estar relacionada ao resfriamento intenso ou erro de aplicação, por isso recomenda-se cautela ao utilizar resfriamento criogênico e manter a ponteira de laser sempre perpendicular a pele do paciente.

 

Esse tipo de complicação pode apresentar melhora espontânea com a exposição solar (tendo-se cautela para que essa não seja nas primeiras semanas após o laser, devendo-se utilizar proteção solar nas áreas não atingidas).

 

Hipertricose Paradoxal:

 

Essa rara complicação é definida como aumento da densidade do pelo, cor ou espessura nas áreas tratadas ou próximo a elas.

 

O seu mecanismo ainda parece incerto, porém observa-se mais frequentemente em fototipos mais altos.

 

A conduta para essa complicação é passar a incluir a área de hipertricose no tratamento (caso esta seja próxima a área tratada inicialmente) e elevar a fluência do laser nas sessões subsequentes (respeitando os limites de acordo com o fototipo).

 

Fluências muito abaixo do recomendado para o fototipo, podem servir como estímulo ao crescimento do pelo, levado a esta complicação.

 

Grande parte dos estudos não demonstram complicações a longo prazo associadas aos lasers de epilação. Em geral há baixa incidência de efeitos colaterais em fototipos I e II. Já o fototipo III em diante tem risco aumentado de complicações e intercorrências.

 

A melhor estratégia continua sendo a prevenção e o planejamento adequado.

 

 

 

Um forte abraço!

 

 

 

 

Rhayssa

Sobre Rhayssa Rhaquel

Mestre em Fisioterapia pela UFRN. Especialização em Fisioterapia Dermatofuncional pela Estácio-RJ. Professora convidada em programas de Pós-graduação em Fisioterapia Dermatofuncional. Professora integrante da Liga de Estudos em Fisioterapia Dermatofuncional - LEFIDEF