Desmistificando a CRIOLIPÓLISE, um conceito sobre ineficiência de resultados.

 

 

 

Você com certeza já ouviu falar em criolipólise. Se você se interessou por essa matéria, provavelmente já passou por algum protocolo de crio ou até mesmo promove a terapia em sua clínica.

 

Um procedimento um tanto quanto polêmico, que muitas vezes não agrada gregos e troianos por ser muito mal interpretado.

 

Criolipólise não é milagre, mas chega bem perto disso!

 

Vamos ao básico e pelo começo!

 

Entendemos como criolipólise, a extração cuidadosa de calor de forma localizada, onde promovemos uma prega do tecido adiposo subcutâneo de forma não invasiva, ou seja, é realizada por aparelho, devidamente registrado na Anvisa com tal função.

 

As pesquisas revelam que o protocolo de criolipólise, quando manipulados de forma correta e isolada, pode reduzir de 22,5 a 27% da gordura da região tratada.

 

O princípio por trás da terapia explora a premissa de que os adipócitos são mais suscetíveis ao arrefecimento do que outras células da pele.

 

A aplicação precisa de temperaturas frias desencadeia a apoptose de adipócitos, que invoca uma resposta inflamatória e leva a retardar a digestão por macrófagos circundantes.

 

Você lembra do joguinho do “PacMan”?

 

É basicamente o mecanismo que vamos ativar no seu corpo!

 

Mas eu fiz criolipólise e não funcionou! Por que ineficiência de resultado da técnica que é difundida como: A lipo sem cortes?

 

Existem muitos fatores, vamos tentar abordar alguns para que possa tirar proveito da técnica que comprovadamente traz a satisfação de 73% dos pacientes. Falando nisso, o primeiro ponto que vamos explorar, a taxa dos 27% que ninguém lembra de comentar…rs.

 

Em um relatório privado sobre a experiência clínica e comercial com a terapia de criolipólise coolsculpting, quando comparada com equipamentos de laser de baixa frequência, ultra-som, radiofreqüência e luz infravermelha, mostrou que apenas seis dos 528 pacientes estavam insatisfeitos com o resultado clínico do tratamento; quatro destes seis pacientes estavam satisfeitos quando tratados pela segunda vez.

 

O que sabemos é que 850.000 ciclos de criolipólise foram realizados ao redor do mundo, e os níveis de satisfação e insatisfação vêm crescendo a cada ano.  Por ser uma técnica relativamente nova, (nova no que se diz, ciência a longo prazo, 5-10 anos)  a criolipólise  possui muitos pontos que não são compreendidos nem mesmo pelos seus desenvolvedores.

 

Ainda não foram realizados estudos sobre “ineficiência de resultados” e os estudos disponíveis no mercado, muitas vezes possuem interesses comerciais, são de difícil acesso, e possuem forte influência americana, deixando um buraco na fechadura e margem para interpretações.

 

Além disso, não existe uma regra nacional sobre quais profissionais podem aplicar a criolipólise. Atualmente, médicos, biomédicos, enfermeiros, fisioterapeutas e esteticistas estão liberados para aplicarem a terapia.

 

Mas, antes de tentar descobrir porque sua sessão não deu certo, gostaria de te perguntar se no consultório onde você fez sua sessão, havia algum certificado de curso de embasamento na terapia de Criolipólise?

 

Ser liberado pelo Conselho não qualifica o profissional a trabalhar com a terapia!

 

Nos bastidores da estética temos um Jargão: Você promove criolipólise ou aperta botão?

 

Muitas vezes os profissionais que promovem a terapia de criolipólise tem somente um treinamento sobre o manuseio do aparelho, não se preocupando com o embasamento cientifico, sendo guiado somente pelas telas pré-programadas dos equipamentos, que apesar de serem liberadas pela ANVISA tornam-se um risco para a saúde dos pacientes quando interpretadas de forma leviana, um exemplo disso são as queimaduras.

 

Para a aplicação da terapia de criolipólise, o profissional deve ter curso de embasamento específico sobre a terapia e sobre o aparelho.

 

Uma boa anamnese, uma ficha de avaliação que seja completa, cercando questões hormonais, alterações genéticas, distúrbios metabólicos, doenças que causam alterações dos fatores coagulantes, venosos ou cardíacos, diástase abdominal são critérios que devem ser considerados com seriedade.

 

Se essas perguntas não forem feitas a você, o risco é eminente.

 

Clinicamente falando, e seguindo na linha de raciocínio, criolipólise causa inflamação.

Muitas vezes podemos supor que o uso de medicamentos, corticoides e alimentos com ação anti-inflamatória podem retardar o resultado esperado da sessão.

 

Um exame de bioimpedância é fundamental para comprovar o resultado.

 

Muitas vezes o paciente obteve um resultado que não pode ser comprovado no exame clínico, porém suas taxas de gordura podem ter diminuído, sendo comprovado somente pelo teste da balança.

 

O excesso é algo que não combina com essa terapia, seja ele de “congelamento” ou da sucção realizada pelo aparelho, tornam-se fatores de risco para a terapia.

 

A relação entre tempo de exposição ao frio, intensidade da lesão do vácuo quando não mensuradas de forma corretas, podem levar a queimaduras e a nódulos extremamente doloridos ao paciente.

 

Outro ponto a ser abordado é o prazo de ação da terapia. O processo de fagocitose que a criolipólise ativa, é um processo lento e pode durar em média 180 dias, sendo mais comum que os resultados apareçam de 30 até 90 dias, muitas vezes deixando o próprio profissional impaciente com expectativa da venda da terapia, implementando vários protocolos de pós criolipólise sem comprovação cientifica, sem critérios biológicos, visando aumentar a expectativa do resultado final.

 

Pois bem, eu particularmente sou fã da terapia de criolipólise quando aplicada de forma isolada, mas não sou contra as associações, principalmente quando embasadas cientificamente.

 

Portanto, a colaboração do paciente para o tratamento é fundamental e a paciência nessa hora será primordial para o sucesso da terapia.

 

Hoje, temos diversos posicionamentos de aplicadores com técnicas nomeadas como “diamante, rashteg, ponteira móvel” além de técnicas de aplicação como criolipólise de reperfusão, criolipólise de contraste, divisão térmica e até os gordinhos ganharam uma técnica especial para sobrepeso, ou seja, a terapia de criolipólise é uma técnica que depende de constante atualização.

 

Se você passou pelo procedimento e não aprovou, ou ele não correspondeu as suas expectativas, ou ainda, esqueceu de mencionar alguns dos fatores acima, converse com sua profissional, você pode estar na margem dos 27% que necessitam de uma segunda sessão!

 

Gostou? Deixe seu like! Obrigada e Até a próxima!

 

 

Referencias:

Scott A. Seaman BS , Shruti C. Tannan MD , Yiqi Cao BS , Shayn M. Peirce PhD , Thomas J. GAMPPER MD

Dierickx CC 1 , Mazer JM , Areia M , Koenig S , Arigon V .

Lacrimanti, 2008, Coleman  et al, 2009, Jewel Solish, Desilets, 2011

 

 

 

 

Giovana Valente

Sobre Giovana Valente

Esteticista | Experiência profissional de 5 anos com Criolipólise | Criadora do método Divisão térmica | Consultora de multimarcas com experiência de 15 anos no mercado de estética | Sócia proprietária na empresa Localmed Equipamentos | Administradora em Locação de Criolipólise atualmente com 6 mil seguidores | Assessora da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional SP nas gestões de 2004 a 2006 | Assessora da Sociedade Brasileira de Células-Tronco de 2007 a 2008 | Colaboradora administrativa no livro: “História da Regional SBCP”.