Criolipólise De Contraste: A Nova Era Da Criolipólise?

 

 

Há algum tempo a criolipólise se tornou um dos tratamentos mais procurados nos nossos consultórios.  Tem sido atualmente o tratamento não-invasivo de melhores resultados para redução da gordura localizada,  sendo muitas vezes comercialmente denominado “lipo sem cortes”.

 

Realmente seus resultados são muito interessantes e comprovados com evidência científica ampla na literatura internacional. É atualmente um dos poucos tratamentos (senão o único) que comprova cientificamente redução em termos numéricos, abrangendo uma perda de 20% a 30% da camada adiposa em 1 sessão.

 

Desde que a técnica chegou ao Brasil e se popularizou, sobretudo por meio de pessoas de grande influência nas mídias sociais, se tornou a “queridinha” para redução de medidas.  Pouco tempo depois virou polêmica, devido aos constantes relatos de casos de queimaduras e suposta ausência de resultados em alguns casos.

 

No que se refere à ausência de resultados, ela pode ser devida a vários fatores, desde a não indicação da técnica para pacientes com sobrepeso ou obesos, até o tempo de terapia errôneo (inferior ao normalmente recomendado).

 

Muitas vezes se faz necessário que o paciente realize mais de uma aplicação de criolipólise na mesma região (respeitando o período mínimo de 3 meses entre uma sessão e outra) para que os resultados sejam mais eficazes. Alguns profissionais, buscando aumentar esse percentual de redução da criolipólise, começaram a diminuir o intervalo entre as sessões ou mesmo associar a outros tratamentos, tais como radiofrequência, ultracavitação e carboxiterapia.

 

Apesar de não haver comprovação científica de que tais metodologias funcionem, na prática, vários profissionais começaram a observar bons resultados e passaram a adotá-los, sem, contudo, questionar os possíveis riscos de complicações para algumas associações.

 

Nesse contexto, surge a Criolipólise de Contraste, uma nova modalidade de criolipólise, em que o próprio aparelho realiza um ciclo de aquecimento, resfriamento e aquecimento, utilizando um tempo de terapia um pouco maior que a criolipólise convencional (cerca de 80 minutos), a fim de aumentar a porcentagem de redução da camada adiposa para cerca de 40% a 45% em uma sessão.

 

Criolipólise de Contraste

 

Algumas empresas tem sugerido que o período de aquecimento inicial e final seja de 10 minutos (podendo ser alterado pelo profissional) e fique em torno dos 40°C, e que o período de resfriamento se mantenha nos 60 minutos (como já preconiza a criolipólise convencional).

 

O objetivo do aquecimento inicial seria preparar a região para uma apoptose (morte celular programada) adipocitária mais eficiente, enquanto que o aquecimento final promoveria reperfusão do tecido ( normalização da circulação sanguínea e oxigenação), reduzindo os riscos de possíveis complicações.

 

Até o momento não existem evidências científicas de que essa nova modalidade de criolipólise seja realmente eficaz. As empresas que estão fabricando e lançando seus equipamentos sugerem que suas pesquisas tem mostrado quase o dobro da efetividade de resultados.  Teremos que aguardar, estudar, observar e analisar na prática clínica o que esse tratamento realmente traz de inovador em relação à criolipólise convencional.

 

De qualquer forma é mais um avanço na área da Fisioterapia Dermato-Funcional, e que nos instiga a buscar as evidências necessárias para utilizarmos os recursos disponíveis no mercado de forma cada vez mais segura e eficaz para os nossos pacientes.

 

 

 

 

Elizete

Sobre Eliziete Abreu

Graduação em Fisioterapia pela Universidade Estadual do Piauí ( UESPI) | Especialização em Fisioterapia Aplicada á Traumatologia e Ortopedia pela Faculdade Integral Diferencial (facid) | Especialização em Fisoterapia Dermato – Funcional pelo Centro de Ensino Unificado de Teresina (CEUT) | Fisioterapeuta Efetiva do Hospital Regional de Campo Maior | Sócia do Mais Magra Espaço de Estética | Crefito 109346-F