Cirurgia Plástica precisa de Drenagem Linfática Manual?

 

 

 

Alguns pacientes que realizam procedimentos de cirurgia plástica são recomendados a realizarem sessões de drenagem linfática manual após o procedimento.

 

Por que será que uma cirurgia exige esse cuidado?

 

Se não fizer, a cirurgia ficará legal?

 

O pós-operatório terá complicações se não fizer as sessões de drenagem linfática manual?

 

Drenagem Linfática Manual no Pós Operatório

 

Uma cirurgia, independente do tipo, é realizada provocando diversos tipos de lesões. Acontecem cortes em tecidos, lesões em vasos sanguíneos e linfáticos e em nervos. Por causa de todas essas lesões, diversas substâncias são desencadeadas no organismo e cada uma delas produz efeitos necessários para o incremento da constituição de novos tecidos. No entanto, para que esse processo aconteça, inicia o processo de cicatrização e com ele, o aumento da permeabilidade vascular, o que ocasiona uma maior quantidade de líquido no local da lesão cirúrgica. Esse líquido se acumula no local, gerando edema.

 

O papel da drenagem linfática manual é propiciar a troca desse líquido que está parado no interstício, propiciando a melhora da vascularização local e a renovação desse líquido. E se o tecido está melhor oxigenado,  a qualidade do tecido formado será melhor.

 

Importante também é pensar na tão famosa e odiada fibrose intersticial, temida por médicos e pacientes, a fibrose pode fazer parte do processo de cicatrização, mas não é desejada, visto que pode causar dor, repuxamento, desconforto e atrapalhar a estética da cirurgia.

 

Esse problema pode ser prevenido por meio da drenagem linfática manual, pois o líquido proveniente do edema contém toxinas e resíduos metabólicos provenientes do processo inflamatório que causam reações no tecido circundante. Isso resulta no aumento da viscosidade do líquido intersticial, presença de fibrina e espessamento, provoca aderências intersticiais e forma o processo denominado fibrose.

 

Com a realização da técnica de drenagem linfática manual, a renovação do líquido intersticial não permite essa ocorrência, impedindo a formação do problema e caso a fibrose já tenha se formado, a drenagem linfática manual precisa compor o tratamento que for eleito com a finalidade de tratá-la, removendo as substâncias tóxicas e permitindo a oxigenação tecidual.

 

Além disso, a drenagem linfática manual ainda auxilia na qualidade da cicatriz, prevenindo o aparecimento de cicatrizes hipertróficas, hipotróficas e na qualidade do tecido que se formará, promovendo uma tensão adequada, proporcionando um tecido com qualidade próxima ao tecido original.

 

E aí, o que você acha?

 

A drenagem linfática manual é ou não importante no pós-operatório de cirurgias plásticas?

 

 

 

Ines Cristina

Sobre Ines Cristina

Fisioterapeuta. Formação básica e avançada em Drenagem Linfática Manual nos métodos Leduc pela Escola de Bruxelas e Vodder pela Escola Francesa Virgínea Cool. Autora de capítulos do livro Modalidades terapêuticas em Dermato Funcional.