CALÇA APERTADA E CELULITE: ALGUMA RELAÇÃO?

 

 

Mulher adora uma calça apertada, não é verdade?

 

Modela o corpo e o visual fica mais bonito, valorizando as curvas.  A pressão por determinados padrões de beleza é muito grande, e hoje em dia as redes sociais, televisão e revistas massificam muito isso.

 

A moda varia muito, mas no geral as roupas super justas sempre se mantém como favoritas pelas famosas, fato que é ampliado à população geral, que as acompanham e desejam seguir aquele mesmo padrão.

 

Mas isso pode trazer consequências não muito agradáveis, e não são apenas estéticas.  Você sabia?

 

Calças muito apertadas, sobretudo em tecidos jeans, prejudicam a circulação sanguínea e linfática, dificultando o retorno venoso, isso provoca edema (inchaço) em membros inferiores, e por consequência a temível celulite.

 

Pode ainda agravar o quadro de varizes, uma vez que essa condição já apresenta uma deficiência circulatória importante.

 

Em calças skinny, cujo comprimento vai até o tornozelo, o sangue chega até o pé, mas não consegue retornar, e então o pé vai inchando, e esse edema pode chegar até a virilha.

 

A paciente normalmente começa a sentir com o passar do tempo, formigamento, inchaço e dores nas pernas, além do agravamento da celulite.

 

O problema é ampliado se a pessoa permanece longos períodos usando a calça apertada, ou se passa muito tempo em pé ou sentada ao longo do dia.

 

Muitas vezes o uso de calçados inadequados, como os de salto muito elevado e/ou fino, agravam ainda mais.

 

A celulite é uma das disfunções dermatológicas que mais levam as mulheres a procurarem tratamentos, mas apenas a realização de procedimentos que amenizam o quadro não são suficientes se não houverem mudanças nos hábitos.

 

Normalmente a deficiência na microcirculação é a principal característica da celulite, e por isso, a maioria das mulheres que apresentam celulite tem uma retenção de líquidos bem significativa.

 

A calça jeans apertada promove vincos na pele que funcionam como “garrotes”, dificultando ainda mais a circulação.

 

O ideal seria a paciente evitá-las ao máximo, pelo menos durante o tratamento. Se ela combina isso a uma alimentação desequilibrada, baixa ingestão de água e sedentarismo, provavelmente seus resultados não serão os melhores.

 

Portanto, na avaliação, esse é mais um item importante a ser investigado pelo fisioterapeuta dermato-funcional, e mais uma vez aqui se verifica um exemplo do quanto é necessário uma análise detalhada do paciente, e como a estética está diretamente ligada à saúde.

 

 

 

Eli Abreu.

 

 

 

Elizete

Sobre Eliziete Abreu

Graduação em Fisioterapia pela Universidade Estadual do Piauí ( UESPI) | Especialização em Fisioterapia Aplicada á Traumatologia e Ortopedia pela Faculdade Integral Diferencial (facid) | Especialização em Fisoterapia Dermato – Funcional pelo Centro de Ensino Unificado de Teresina (CEUT) | Fisioterapeuta Efetiva do Hospital Regional de Campo Maior | Sócia do Mais Magra Espaço de Estética | Crefito 109346-F