ALIVIANDO ALGUNS INCÔMODOS DA GRAVIDEZ COM O LINFOTAPING

 

 

 

O final da gestação é um momento bastante incômodo para a maioria das mulheres quando se refere ao aumento considerável da retenção hídrica, bem como dor ou fadiga nos membros inferiores.

 

É bastante comum edema nos pés e pernas a partir do quinto ou sexto mês de gestação por conta do aumento significativo de sangue e demais fluidos corporais em decorrência do desenvolvimento do bebê.

 

O quadro tende a agravar se a mulher apresentar insuficiência venosa, uma vez que com o avançar da gestação a circulação nas veias fica mais comprometida. Somando-se ao sedentarismo e alimentação inadequada, o problema intensifica ainda mais.

 

Para algumas mulheres isso traz limitações no trabalho e na realização de suas atividades de vida diária, principalmente aquelas que passam a maior parte do dia na posição ereta.

 

O desconforto é grande e muitas vezes o uso de meias compressivas é abandonada por conta do calor ou da própria dificuldade em calçar.

 

Já são bem conhecidos os efeitos benéficos da drenagem linfática na redução do edema gestacional, bem como alívio dos sintomas dolorosos em membros inferiores causados por distúrbios da circulação linfática e/ou venosa. Porém, nem sempre ocorre alívio sintomático suficiente apenas com ela.

 

Um excelente recurso que pode ser utilizado na gestação em combinação à drenagem linfática é o linfotaping

 

O linfotaping trata-se do uso de bandagens elásticas neurofuncionais com aplicação linfática. Como o sistema linfático e o venoso são interligados, ambos podem ser beneficiados com essa técnica. Porém, para cada finalidade há uma aplicação específica.

 

Através de uma criteriosa avaliação fisioterapêutica é determinada a melhor maneira para sua utilização.

 

Em geral, em membros inferiores, os sintomas dolorosos se manifestam sobretudo nas panturrilhas. A aplicação do linfotaping nessa região pode ser feita com intuito de incrementar o trabalho muscular realizado por gastrocnêmio e sóleoprincipal bomba muscular envolvida no impulso circulatório linfático em membros inferiores, bem como intensificando a drenagem da linfa estagnada.

 

Essa forma de aplicação pode substituir o uso de meias compressivas quando a gestante não consegue aderir bem à essa terapêutica.

 

Associando à drenagem linfática semanalmente, os sintomas podem melhorar consideravelmente. Porém, muitas gestantes referem alívio significativo do edema e dor com a utilização apenas do linfotaping. Na prática, a associação de ambos é a que considero ideal e a que observo melhores resultados.

 

Logicamente, é extremamente importante a combinação desses tratamentos a uma dieta equilibrada, sobretudo livre de sal, aumento da ingestão de água e prática de alguma atividade física, caso indicada pelo médico.

 

O excesso de sódio piora ainda mais a retenção hídrica, bem como predispõe a gestante à hipertensão arterial. O aumento da ingestão de água é importante para facilitar a eliminação de toxinas promovida pela drenagem linfática, bem como melhora como um todo do funcionamento do organismo.

 

A prática de atividade física, quando bem orientada e indicada, melhora bastante a circulação sanguínealinfática e venosa, complementando os resultados do linfotaping, bem como ajuda no condicionamento físico e saúde geral da gestante.

 

Concluindo, o linfotaping é sem dúvida um recurso bastante importante e interessante para se adotar em pacientes grávidas, sobretudo a partir do sexto mês,  época em que os sintomas álgicos e o edema começam a intensificar e incomodar mais.

 

Trata-se de uma técnica simples, de baixo custo e boa adesão, sem interferência nas atividades de vida diária das pacientes.

 

Deve-se, contudo, ter boa experiência profissional e familiaridade com esse recurso, uma vez que se mal utilizado, os resultados podem ser agravados.

 

No mais, é um excelente tratamento que a fisioterapia dermato-funcional nos oferece, com resultados na nossa vivência prática muito bons e rápidos, apesar da grande carência ainda de estudos a seu respeito.

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Elizete

Sobre Eliziete Abreu

Graduação em Fisioterapia pela Universidade Estadual do Piauí ( UESPI) | Especialização em Fisioterapia Aplicada á Traumatologia e Ortopedia pela Faculdade Integral Diferencial (facid) | Especialização em Fisoterapia Dermato – Funcional pelo Centro de Ensino Unificado de Teresina (CEUT) | Fisioterapeuta Efetiva do Hospital Regional de Campo Maior | Sócia do Mais Magra Espaço de Estética | Crefito 109346-F